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março 30, 2012

Dança e Escrita em Mim

De um lado a outro aquela voz me chama
De um lado a outro uma diversa me atrai
Ora uma, ora outra...
"Contorciono" meu corpo
Parto olhos, ouvidos, boca.
Ninguém resiste só e, todos, magneticamente, retornam à unidade que almeja sentir aqueles dois prazeres simultaneamente.
De um lado a dança
De outro as letras
Ora uma, ora outra me reclama, seduz.
As duas me falam
Eu a ambas escuto
Já não posso mais tentar dividir
o que de mim é mais belo se inseparável." (Marice Fiuza Geletkanicz).


“Danço na aula, remexo na parada, desloco na rua, alongo na escada, aqueço na cama, equilibro no horário, já ensaio no sonho.
E, assim, começa tudo outra vez.
E, assim, com os passos mais simples, componho a própria vida e a eternizo como a minha mais bela coreografia.” (Marice Fiuza Geletkanicz)







“É fato que a dança é uma linguagem, razão pela qual eu quero viver eternamente sendo apontada como tagarela”. (Marice Fiuza Geletkanicz).

"Gosto quando meu corpo ajusta os seus ponteiros em sincronia com o que toca.
Meu corpo é meu próprio tempo, o que não existe e não importa.
Gosto de senti-lo alcançando o espelho que me permite, realmente, vislumbrar a mim mesma dos mais improváveis ângulos.
Meu corpo me surpreende.
Gosto da metamorfose que ele promove no que conheço de mim.
Meu corpo me vê e os olhos dele transpassam quaisquer dos meus sentidos.
Não danço para estancar. Danço para explodir, para arrebatar os furacões dos meus extremos.
Meu corpo é eterno
Meu corpo é reflexo
Meu corpo é meu
E eu sou a arte que ele movimenta e carrega em seus braços". (Marice Fiuza Geletkanicz)

março 21, 2012

"A Dança pode narrar e as Letras podem dançar, celebrando a arte através de um fascinante/contagiante dueto".
(Marice Fiuza Geletkanicz).

08 de março - Dia Internacional da Mulher

Que o Universo derrame sobre nós infinitos pingos de feminilidade. Que o mundo possa ser agraciado com a intensa energia sinuosa da mulher. Graça, força, beleza, espiritualidade, intuição, prazer, vida. Que tais atributos se façam mais presentes no cotidiano de todos, sendo transmitidos/compartilhados por homens e mulheres, pois a celebração não deve restringir-se a gênero, mas voltar-se à ...humanidade inteira a qual merece paz, respeito e a felicidade mais plena! Orgulho-me imensamente de ser mulher e de praticar Dança do Ventre, um ritual sagrado que me permite aproximar a cada dia mais da essência feminina existente em mim e no mundo. A mulher é a mais bela canção de tudo o que tem vida no Planeta! Felicidades a todos nós!
 
"A lágrima é o suor do olho dançante".
(Marice Fiuza Geletkanicz).

"A vítima, a poderosa, a esposa, a mãe, a filha.
Somos muitas, somos bailarinas, donzelas, cortesãs, senhoras, meninas.
Todas estamos rodopiando no tempo, trajando vestidos coloridos, pintados por nossa imaginação, esperando que ela nos revele quem verdadeiramente somos."
(Marice Fiuza Geletkanicz, 2005)

"O que é uma única vida para quem acredita na existência eterna da alma? E a minha, com a certeza ditada pelo coração, dança"
(Marice Fiuza Geletkanicz)

"As palavras emitidas na/pela dança são as únicas que, certamente, nunca poderão ser falsas".
(Marice Fiuza Geletkanicz)

Quando a Dança (e/é) Eu

Quando meus braços erguem-se, levanto o pensamento metamorfoseado em sentimento.

Quando meu corpo gira, faço dele o furacão capaz de deslocar as imagens com a artimanha do seu vento.
...

Quando minhas pernas equilibram-se, deslizo na teimosia da harmonia que se deixa revelar.

Quando minhas mãos se movimentam, sinto-me seduzir pelo que elas passam a refletir.

Quando o meu suor escorre, esvaio-me deste mundo, pingando nele a água límpida que de mim renovada transborda.

Quando eu danço, minha alma alcança o infinito e retorna ao seu templo sagrado como dizer-me que um não vive sem o outro, como a dizer-me que a minha dança e eu seremos, eternamente, uma só."

(Marice Fiuza Geletkanicz)



Inconfundível...

"A lágrima que derramo pela/na dança não pode ser comparada a nenhuma outra seja qual for a ocasião". (Marice Fiuza Geletkanicz)

fevereiro 21, 2012

Quando a Dança (e/é) Eu

Quando meus braços erguem-se, levanto o pensamento metamorfoseado em sentimento.

Quando meu corpo gira, faço dele o furacão capaz de deslocar as imagens com a artimanha do seu vento.


Quando minhas pernas equilibram-se, deslizo na teimosia da harmonia que se deixa revelar.

Quando minhas mãos se movimentam, sinto-me seduzir pelo que elas passam a refletir.

Quando o meu suor escorre, esvaio-me deste mundo, pingando nele a água límpida que de mim renovada transborda.

Quando eu danço, minha alma alcança o infinito e retorna ao seu templo sagrado como dizer-me que um não vive sem o outro, como a dizer-me que a minha dança e eu seremos, eternamente, uma só."

(Marice Fiuza Geletkanicz – 14/02/2012)

Depoimento após a apresentação das colegas de DV na confraternização mensal da Amarein

   Como é emocionante ter a oportunidade de ver as colegas dançarem. Vemos além delas. Cada bailarina é formosa de maneira diversa, cada uma possui um estilo diferente, que contagia e instiga as mais diversificadas sensações no público. Cada uma percebe a beleza fluindo pelo seu corpo inteiro... Quase que instintivamente e sem perceber (o que é mais lindo ainda) presenteia a quem a assiste com essa poderosa energia, compartilhando com o universo todo o magnetismo que só a dança é capaz de proporcionar. Por isso, quando uma de nós dança, é como se todas nós estivéssemos ali também, pois todas doamos um pouquinho de nós enquanto a música toca: amizade, felicidade, afeição, prazer, superação. E mesmo quando a música pára, tudo isso continua infinitamente dentro de cada uma. Obrigada, mais uma vez, por fazerem parte da minha vida, que já não é mais a mesma desde que conheci vocês, professoras e colegas da Amarein Bellydance!

Reflexão sobre estilo na dança, compartilhada com as colegas do grupo de estudos da Amarein

No Mestrado em Letras nós lançamos um "provérbio": “não existe o Adão da palavra". Acredito que em muitas coisas da vida acontece o mesmo e a dança pode ser um exemplo. Penso que todas as bailarinas, ao longo de sua trajetória na dança, absorvem muito de outras, sejam elas colegas talentosas, professoras de aulas regulares, nomes célebres da arte. Parece-me que esse olhar captura, de alguma forma, o que lhe serve como especial fonte de inspiração. Quantas vezes ao assistirmos a Giovana Argenta dançar lembramos de algo da Priscila Fontoura? Quantas vezes vemos as apresentações das colegas nas nossas confraternizações e percebemos habilidades que nos fazem recordar passos que também são executados por excelentes renomadas bailarinas? Certamente, tanto a "Pri"quanto a Giovana, a profe Hannya e as grandes divas da dança se espelharam (e espelham) em alguém. Elas também passaram pelo estágio de aprendizado em que nos encontramos; imagino que também assistiram a vídeos, fizeram passos que pareciam impossíveis de realizar, como, às vezes, nós pensamos, e até reproduziram passos de outras bailarinas, o que não significa mera cópia, banalização, mas, sobretudo, capacidade de superação e é isso o que as diferencia e que nos faz admirá-las a cada dia mais, pois elas souberam, durante esse processo ininterrupto de aprendizado, descobrir e aperfeiçoar a sua técnica em sintonia com o seu estilo. Penso que, para chegarmos a ele, é necessário, em termos técnicos, digamos, muito estudo, dedicação; já em termos subjetivos, parece-me primordial mesmo entregar-se por inteiro à dança, ao que ela transmite, nos faz sentir, pois é ela que nos conduzirá, naturalmente, respeitando o nosso tempo e nossos limites, a essa “conquista” inebriante do nosso estilo. Acredito, sim, que é uma conquista, porque exige uma busca interna muito intensa que, apesar de perdurar pela vida toda, não deixa de refletir o melhor que há em nós quando dançamos. Acredito que é aí que nos transformamos, que é aí, justamente, que nos descobrimos verdadeiramente e podemos presenciar o mais belo eclipse existente no mundo: o encontro da dança com a bailarina que, independente do nível, seja básico ou avançado, já habita dentro de cada uma de nós!

Na Madrugada

Eclipse da Bailarina

A Dança

Na dança, conecto-me, sobretudo, com o mais divino em mim. Ela é a mais antiga companheira, a amiga com quem mais compartilho confidências. Na dança, absolutamente tudo se transmuta inevitavelmente. Ela sempre será a minha prece mais sincera! (GELETKANICZ, 2011).