Quando meu corpo gira, faço dele o furacão capaz de deslocar as imagens com a artimanha do seu vento.
Quando minhas pernas equilibram-se, deslizo na teimosia da harmonia que se deixa revelar.
Quando minhas mãos se movimentam, sinto-me seduzir pelo que elas passam a refletir.
Quando o meu suor escorre, esvaio-me deste mundo, pingando nele a água límpida que de mim renovada transborda.
Quando eu danço, minha alma alcança o infinito e retorna ao seu templo sagrado como dizer-me que um não vive sem o outro, como a dizer-me que a minha dança e eu seremos, eternamente, uma só."
(Marice Fiuza Geletkanicz – 14/02/2012)
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