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março 30, 2012


"Gosto quando meu corpo ajusta os seus ponteiros em sincronia com o que toca.
Meu corpo é meu próprio tempo, o que não existe e não importa.
Gosto de senti-lo alcançando o espelho que me permite, realmente, vislumbrar a mim mesma dos mais improváveis ângulos.
Meu corpo me surpreende.
Gosto da metamorfose que ele promove no que conheço de mim.
Meu corpo me vê e os olhos dele transpassam quaisquer dos meus sentidos.
Não danço para estancar. Danço para explodir, para arrebatar os furacões dos meus extremos.
Meu corpo é eterno
Meu corpo é reflexo
Meu corpo é meu
E eu sou a arte que ele movimenta e carrega em seus braços". (Marice Fiuza Geletkanicz)

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