a) Paleografia é a ciência que estuda as antigas escrituras e os tipos caligráficos de outras áreas.
b) A mais antiga forma dos manuscritos era a de rolo, mas havia também em forma de livro.
c) A Diplomática estuda antigos documentos oficiais.
d) Os árabes aprenderam com os chineses a fabricação do papel.
e) Na França, durante o Renascimento, os monges conseguiram obter um tipo caligráfico bastante simples e largamente estético a que deram o nome de minúscula redonda.
f) O estudo da paleografia é fundamental para os estudos filológicos auxiliando na crítica dos textos.
g) Dava-se o nome de scriptorium ao conjunto de instrumentos e tintas necessários ao ofício de copista.
h) A ciência que tem por objetivo de estudo os escritos em moedas e medalhas comemorativas é a Numismática.
i) Os pergaminhos são peles de vários animais excelentemente preparadas sobre os quais os copistas escreviam com arte inigualável.
j) É trabalho da Epigrafia o estudo da composição de epígrafes e de inscrições lapidares dos monumentos antigos de grande resistência, como pedra, bronze, mármore etc.
k) Na paleografia latina temos dois tipos fundamentais de escrita: visigótico e gótico francês.
l) O Visigótico é lembrado como o mais belo tipo caligráfico já conhecido.
m) Os pergaminhos raspados ou lavados em que se copiavam novos textos recebem o nome de palimpsestos ou rescritos.
n) O material mais antigo, usado pelos copistas, sobre o qual se escrevia é conhecido pelo nome de papiro.
o) Além do volumen, que era em forma de rolo, havia o codex, em forma de livro.
Definição breve:
a) pergaminho: empregado na Idade Média e originário da cidade de Pérgamo. Os pergaminhos são peles de inúmeros animais, excelentemente preparadas sobre as quais os copistas escreviam com arte inigualável.
b) palimpsesto: pergaminho já escrito, que era raspado ou lavado para nova utilização.
c) scriptorium: conjunto dos instrumentos e tintas necessários ao ofício de copista. O termo era também conhecido por Theca Libraria, local de trabalho dos copistas.
d) paleografia: ciência que estuda as antigas escrituras e os tipos caligráficos de outras eras.
e) numismática: ciência que tem por objetivo de estudo os escritos em moedas, medalhas comemorativas.
f) epígrafe: inscrição em material de grande resistência, como pedra, bronze, mármore, paredes, muros etc.
g) monges copistas: religiosos dedicados à cópia e redação dos manuscritos.
h) manuscrito: documento escrito ou copiado a mão.
i) codex: manuscrito elaborado com folhas de papiro sobrepostas, em forma de livro.
j) volumen: manuscrito em forma de rolo.
k) rolo: volumen que se enrolava numa vareta (umbelicus) oposta à extremidade esquerda do leitor ou nas duas extremidades do manuscrito.
l) miniatura: desenhos minúsculos feitos com tinta vermelha (minium) em iniciais ou em espaços próprios que serviam para ilustrar os manuscritos. Atualmente, o termo passou a significar não mais a cor ou o material, mas o tamanho do trabalho realizado.
m) gótico francês: tipo caligráfico bastante simples e grandemente estético obtido nos escritórios monacais da França. Possuía forma angulosa nas extremidades das letras, os traços curvos foram substituídos por retos, terminando sempre em ângulos agudos. Imitavam, portanto, o arco agudo da arquitetura gótica.
n) visigótico: denominado também como gótico redondo de Espanha, era considerado o mais belo tipo da caligrafia já conhecido.
o) estudos filológicos: estudos referentes aos documentos literários (escritos) que permitem analisar a língua como instrumento de expressão ao pensamento, às emoções artísticas de um povo em determinada época.
p) notas tironianas: são as mais antigas formas de taquigrafia européia.
q) abreviatura: recurso utilizado pelos copistas para economizar espaço nos pergaminhos, visto que consistia na redução de uma palavra a algumas sílabas ou letras.
r) diplomática: ciência que trata de documentos oficiais antigos.
s) sigla: letras do alfabeto romano, maiúsculas, que sozinhas representavam palavras completas, das quais eram as iniciais.
Breve comentário relacionando os estudos filológicos à Igreja. Suporte e fonte para a argumentação: o filme O Nome da Rosa.
Saliento a relevância da obra relativa à representação do universo da linguagem como forma de conhecimento, à maneira de propagação em que se deu num contexto histórico tão conturbado como o medieval.
Como, na Idade Média, o pensamento predominante era de que “os cristãos poderiam e deveriam tomar da filosofia grega pagã tudo aquilo que fosse importante e útil para o desenvolvimento da doutrina cristã, desde que fosse compatível com a fé”. (Livro II, B, Cap. 41), percebemos na biblioteca do mosteiro beneditino da Itália o objeto central da trama. É através dela que podemos verificar a forte influência da Igreja como detentora de todo conhecimento de que se tinha registro, o que lhe garantia o poder e a dominação sobre o resto da sociedade que perante ela curvava-se amedrontada, em silêncio. Reside aí um dos aspectos mais interessantes abordados nessa história, pois nos leva a refletir como os monges, praticamente os únicos alfabetizados da época, que trabalhavam como copistas e redatores dos manuscritos, foram justamente os responsáveis por privar o povo do contato com grande parte de documentos da sabedoria grega e latina, seja escondendo-os ou destruindo-os, o que no filme está bem representado através da fala do bibliotecário Jorge de Burgos, referente à obra A Divina Comédia, de Dante Alighieri, também muito influenciada por Aristóteles: “a comédia pode fazer com que as pessoas percam o temor a Deus e, portanto, faz desmoronar todo esse mundo”, isto é, fica a mensagem de que através de obras como essa, fortemente interessantes ao público, a doutrina cristã seria arrebatedoramente questionada e ameaçada em detrimento das inovações oriundas delas. Assim, explica-se o mistério em torno da biblioteca que, por conter o maior acervo do cristianismo na época, matinha-se secreta até entre os próprios membros da Igreja, visto que apenas alguns monges tinham acesso às publicações nela conservadas. Isso está bem simbolizado na trama ao mostrar que aqueles que conseguiam chegar à biblioteca, através das passagens secretas de um labirinto, ao final, eram mortos cruelmente pela própria sede de conhecimento que possuíam, pois as páginas das obras eram envenanadas, deixando,como rastro a língua e os dedos das vítimas roxos. Além disso, o filme “traz a público” a prática dos palimpsestos, muito comum na época nos mosteiros e que consistia em raspar ou lavar o que já estava escrito nos pergaminhos, geralmente textos científicos e filosóficos da Antiguidade Clássica, para substituí-los, escrevendo ou copiando novos textos de cunho religioso, por exemplo. O filme também nos permite observar, sob uma atmosfera rica em detalhes, o local de trabalho dos copistas, bem como os materiais de que eles faziam uso para a realização desse e de outros procedimentos.
Portanto, certamente, O Nome da Rosa, de Umberto Eco, é o clássico que talvez melhor represente as inúmeras facetas vivenciadas pelo homem, seja no âmbito econômico, social, cultural, político ou religioso, durante a Idade Média, época também conhecida como Idade das Trevas. Se considerarmos a relação entre os estudos filológicos e a Igreja através dos aspectos aqui apresentados e retratados na Literatura, já podemos vislumbrar alguns dos motivos pelos quais assim pode ter sido considerada.
(Marice Fiuza Geletkanicz)
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